
Por Florian
Contou-me o fato o meu amigo José Pedro de Godoy (dentista). Lá pelo longínquo ano de 1878, o nosso sempre amado e saudoso imperador D. Pedro II honrou Pirassununga com sua visita. Em aqui chegando, após várias visitas protocolares, esteve com seu velho amigo e colega de infância, o professor Antunes.
A visita inesperada do imperador e da imperatriz surpreendeu o mestre que se desculpou em face da falta de conforto e da humildade de sua residência, ao que lhe respondeu D. Pedro: “Não vim aqui para ver a sua casa, mas tão somente para visitar e abraçar o velho colega e amigo”.
A senhora Antunes, afobadíssima, imediatamente mandou José Pedro de Godoy, que era aluno de seu marido, correr pelo fundo do quintal, para emprestar de uma vizinha xícaras para servir café aos visitantes reais. No momento de servir a rubiácea um fato chamou a atenção de José Pedro. Um dos sapatos do imperador estava furado no lugar do dedo mindinho, para aliviar algum calo. A senhora Antunes tremia de emoção e ao recolher as xícaras notou que D. Pedro deixara na bandeja uma nota de 500 mil réis.
Saindo da casa do professor Antunes o casal real fez um passeio pelas ruas da cidade. Durante o trajeto, uma senhora chamada Dona Iria, de longos cabelos soltos, pôs-se à frente da carruagem, parando-a, e em seguida beijou calorosamente as mãos da imperatriz Tereza Cristina. Esta, num gesto de profunda elegância, tirou um colar que estava em seu poder e colocou-o no pescoço de Dona Iria que o recebeu com lágrimas nos olhos. Estes fatos causaram agradável repercussão aos habitantes de Pirassununga daquela época.
Publicado no Jornal O Movimento, em Pirassununga, 12 de abril de 1959.
Curiosidade
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, D. Pedro II, nasceu em 02 de dezembro de 1825, no Palácio de São Cristóvão, Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, RJ e faleceu em Paris, em 05 de dezembro de 1981.
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